Uma União de Comunas, no papel, já é uma cidade: trinta mil habitantes, um território contínuo, uma história comum. Na prática, não é, porque continua a se comportar como dez cidades que se dividem as mesmas coisas em dez cópias menores. Dez municípios, dez escritórios, dez conselhos, e nenhum lugar que seja o centro de algo.
Esta fase pega aquela cidade que existe apenas no papel e lhe dá um corpo. São três passos, e vão nessa ordem.
Um lugar que sirva de centro
O primeiro passo é uma escolha política, e compete às instituições da União: identificar a área que pode funcionar como centro. Não é necessariamente a cidade mais grande, e é este o ponto delicado: é o lugar mais acessível a partir de todos os outros. Um centro escolhido por prestígio em vez de distância permanece um centro no papel, como a União que o escolheu.
Os serviços em um só lugar, e quem decide
A segunda etapa concentra lá os serviços que hoje se repetem fragmentados em cada município, e juntamente com os serviços transfere os poderes: as decisões que hoje pertencem aos municípios individuais passam para o executivo da União, eleito com o sistema proporcional já em uso nas cidades. Cada município mantém um executivo interno, proporcional ao número de habitantes, com um orçamento próprio para as obras de primeira necessidade e o pronto atendimento.
É a parte do plano que pede mais, porque pede a quem administra hoje que renuncie a algo. Mas é também aquela que produz a economia: polícia urbana, transportes, escolas, serviços de saúde, coleta e destinação de resíduos, estações de tratamento de água, usinas de energia e planejamento urbano param de existir em dez exemplares incompletos e se tornam um exemplar que funciona.
As áreas de meio
A terceira etapa diz respeito ao espaço entre um país e outro, que hoje é terra de ninguém. Torna-se o local onde as comunidades se encontram realmente: instalações esportivas, praças, parques e pistas cicláveis de um lado; zonas industriais, artesanais e comerciais do outro, cada uma no seu espaço em vez de um pouco por toda parte. Junto a isso, a recuperação dos edifícios históricos para serem destinados a bibliotecas, centros culturais e salas para eventos.
O critério é sempre o mesmo: concentrar em vez de espalhar. Não por eficiência contábil, mas porque as pessoas se encontram onde há algo, e em nenhum lugar se cada país tiver a sua cópia meio vazia da mesma coisa.
As etapas desta fase
Passo 7 de 12
Fase 2.1: Novos centros urbanos dentro do território das Uniões
Dentro de cada União, as instituições escolhem onde fazer nascer o novo centro: o local em torno do qual reunir os serviços hoje dispersos entre os municípios.
Continuar a lerPasso 8 de 12
Fase 2.2: O centro territorial dos serviços cívico-institucionais
Os serviços fragmentados se concentram em um único local e os poderes passam dos municípios individuais para o executivo da União, com o mesmo sistema eleitoral já em uso nas cidades.
Continuar a lerPasso 9 de 12
Fase 2.3: Transformação urbana das novas áreas de agregação
As áreas entre um país e outro se tornam os lugares onde as comunidades se encontram: esportes, indústria, artesanato e comércio, cada um no seu espaço em vez de um pouco em todos os lugares...
Continuar a lerTexto original de 2009, revisto e ampliado em agosto 2026.
Como escrevíamos antes
Este capítulo foi reescrito. O texto anterior fica abaixo: lê-lo mostra como a ideia mudou, e quando.
2009 O texto de 2009
Testo originale del piano, come scritto nel 2009 e migrato dal sito storico. Nessuna parola modificata.
TRASFORMAZIONE DA PICCOLE COMUNITA’ A GRANDI CITTA’
Fase 2.1
Ricerca, scelta e creazione di nuovi centri urbani all’interno del territorio delle Unioni.
Fase 2.2
Centro territoriale dei servizi civico-istituzionali.
Fase 2.3
Trasformazione urbana di nuove aree di aggregazione.
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